Se para estes nossos
antepassados, a preparação física era senão garantia de sobrevivência, uma
componente determinante para o sucesso, quase arriscamos dizer o mesmo para o
homem dos nossos dias, que nas últimas décadas tem vivido um pouco afastado do
que acabamos de descrever. A vida nas grandes cidades fez passar a condição
física dos habitantes para segundo plano. A facilidade de acesso aos
transportes motorizados, os objectivos a todos os níveis atingidos
sedentariamente entre muitas coisas, levou a que o homem contemporâneo
alterasse os hábitos e necessidades do passado, o mesmo não acontecendo com o
seu corpo, que apesar de alguma evolução, nunca sofreu alterações tão profundas.
Porém algumas delas nomeadamente a nível patológico como a obesidade, os
problemas cardiovasculares ou o colesterol elevado levaram à primeira tomada
colectiva de consciência de que alguma coisa de errado estava, nesta forma de
viver.

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